Agora com direito de treinar duas vezes por semana no CT que seria do clube, o Timbuzinho se prepara para disputar uma baita competição.
Trata-se da Copa 2 de Julho, que acontecerá entre 14 e 25 de julho, na Bahia. O torneio tem status de Brasileiro sub-17.
A participação alvirrubra foi confirmada por convite, uma vez que o Ceará desistiu de participar.
Um parêntese: fica evidente que falta investimento na estrutura da base também em campo cearense.
Ter direito de participar de um torneio deste e abrir mão é demais.
Pelo lado de cá, a situação não muda muito. Não fosse o empenho do técnico Márcio Galupo e do coordenador da base Kuki…
Inclusive, toda ajuda que vier de torcedores e empresários alvirrubros será em excelente hora. Até por que o ônibus da base quebrou.
Copa 2 de Julho
Bom, vamos à competição. 36 equipes participam da Copa, entre elas a seleção brasileira e a paraguaia, Boca Juniors e River Plate.
Elas serão distribuídas em seis grupos. Estarão automaticamente classificados os primeiros de cada grupo.
Os dois melhores segundos colocados também passam à fase seguinte, quando começa a fase do mata-mata.
A competição terá transmissão da Sportv.
Sobre o time timbu, o técnico Márcio Galupo vem tentando suprir os desfalques de algumas peças que foram destaque no Aberto.
Para a vaga do goleirão Mano, veio Édson, reserva do Vitória, da Bahia.
Sem chance no time baiano, o goleiro preferiu vir mostrar serviço nos Aflitos.
Embora com uma história de vida fantástica, pouco ou nada se tem falado da trajetória do atacante Grafite desde a sua convocação.
A grande imprensa tem pisado feio na bola – a nacional e a local.
Então, vamos a ela: Grafite chegou ao Santa Cruz em 2001, com 22 anos. Na época, o Santinha disputava a Série A.
Ele nunca havia passado por uma divisão de base.
Tinha que trabalhar como vendedor de saco de lixo, em Jundiaí, para ajudar a sustentar a família.
Só aos 20 anos conseguiu chance no time de Campo Limpo, sua cidade natal, na quinta divisão paulista.
Passou por Ferroviária e Matonense, clube que tinha os seus direitos federativos.
O começo no Santa foi sofrível. O grandalhão tinha força, bom domínio de bola, mas perdia gols feitos.
Logo foi pego para cristo pela torcida. Chegou a ser agredido (e revidou) por um torcedor que invadiu o gramado.
Após assistir à agressão pela tevê, sua mãe chegou a lhe telefonar e pedir cuidado quando saísse nas ruas do Recife.
Com a chegada de Muricy Ramalho, Grafite começou a escrever uma outra história no Arruda.
O técnico realizou muitos treinos específicos de finalização com o atacante, tentando minimizar a sua falta de base.
Questionado por que estava dando tanta atenção àquele garoto, o hoje treinador do Fluminense dizia:
“Ele tem um potencial enorme. Se corrigir algumas deficiências será um grande atacante”.
Grafite desencantou e foi destaque de um time fraco e com muitas laranjas podres no grupo.
Despertou interesse do Grêmio e trocou o Arruda pelo Olímpico. Daí pra frente a história dele é conhecida de todos.
Em 2001, cobria o Santa pelo Diario de Pernambuco e, assim como ainda hoje, escrevo para a Placar.
Fiz uma reportagem sobre Grafite na fase que a revista era semanal.
A matéria ganhou uma capa regional com o título Pintou o Sete (camisa que vestia no Santa).
É uma história de vida e tanto, não?
Espero que vire pauta para a grande mídia.
O Brasil ainda lamenta as ausências, principalmente, de Paulo Henrique Ganso e Neymar na lista dos jogadores que vão à Copa.
As explicações dadas pelo técnico Dunga para não levá-los à África do Sul se basearam em fatos. A maioria deles não correspondem à realidade.
O curioso é que Dunga só se apegou a fatos quando quis explicar a ausência dos dois.
Agarrou-se a critérios emocionais quando quis justificar a presença do goleiro Doni, hoje reserva da Roma.
Mas quais foram os ditos fatos que impediram Neymar e Ganso de serem convocados?
O primeiro: não foram preparados para jogar na seleção principal.
“Eles só vieram a se destacar no começo de março”, disse na coletiva.
Até aí ele vinha bem. Poderia ter dado um ponto final na história com este argumento. Certo ou errado, era um argumento.
O problema é que ele insistiu em querer provar que os seus argumentos estavam certos.
Vamos a eles: disse que os dois terminaram a temporada na reserva. Mentira.
No último jogo do Brasileiro de 2009, Ganso e Neymar entraram de frente na derrota para o Cruzeiro por 2 x 1 na Vila.
De acordo com o site globoesporte.com, Ganso teve nota 6 e Neymar, 6,5. Foram as melhores notas do time santista.
Outra canelada de Dunga na bola da verdade foi quando disse que os garotos terminaram como reservas nos mundiais sub-17 e sub-20.
Ambos não tiveram participações fantásticas, mas entraram de frente em todos os jogos da seleção.
Inclusive, chegaram a marcar gols nas duas competições.
Dunga nunca chamaria um atleta por pressão popular. Sua teimosia sufoca a sua inteligência e o faz deturpar fatos.
Se for campeão, muito vão dizer: “Dunga é o cara, não cedeu às pressões”.
Se for eliminado, outros (ou os mesmos) dirão: “Perdeu porque não levou Ganso e Neymar”.
Foi assim com Felipão em 2002.
Acho que o título teria vindo mais fácil se a seleção tivesse Romário como opção no banco.
Próximo de completar os nove meses de uma gestação de vida, o DaBaseFC dá o pontapé inicial em algumas mudanças.
Nada muito radical, mas que altera um pouco as seções, agregando mais conteúdo e ampliando o seu foco.
Embora não descuidando da cozinha (o trabalho de base em Pernambuco), passaremos a meter a nossa colher na Copa.
Lógico, sempre linkando assuntos relacionados à formação de jogadores, a história dos atletas que se destacarão no Mundial etc.
Por exemplo: por que Dunga deixou Paulo Henrique Ganso e Neymar, dois garotos de ouro da nova safra brasileira, de fora?
A partir desta quinta-feira a bola vai rolar no DaBaseFC também sobre Copa do Mundo. Até lá.
O Sport jogou com o regulamento na mão e conquistou o título do estadual de juniores neste fim de semana com o empate em 0×0 com o Vitória, na Ilha do Retiro.
Como havia derrotado o tricolor das Tabocas no Carneirão (2×0), o Leãozinho podia até perder por um gol de diferença que ainda assim ficava com o título.
A chamada sorte de campeão estava, lógico, do lado rubro-negro. Tanto que o bom time do Vitória teve uma chance sensacional de abrir o placar na cobrança de um pênalti. Mas bola foi na trave.
Apesar do excelente trabalho de base que está sendo feito no Vitória, o troféu não poderia ter ido parar em melhores mãos.
O Sport reinou na liderança durante quase toda a fase classificatória. Melhor campanha indiscutível.
Parabéns aos meninos da Ilha.
Escalação
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- Gustavo Costa: Realmente esta não deu p/entender. Site direcionado especificamente para categorias de base. vai...
- nininho: logo qnd o pernambucano infantil e juvenil começa? deixarei de acompanhar o site….. muito fraco
- adriano pereia gomes: bela campanha do timbuzinho fazendo historia na nossa região,e quando começa o pernambucano?
- pedro antonio: o nautico vai pegar nesta terça feira as 1530hs o sao paulo fc. abraços
- pedro antonio: é realmente vcs da base tem todas as razoes os clubes de pernambuco nao investe nas divisoes de base...







