O técnico do infantil timbu, Márcio Galupo, é um daqueles casos em que o futebol parece ter contaminado o seu sangue.
O zagueirão da Ponte Preta, Bragantino e Caldense pendurou as chuteiras em 1998.
Trocou o campo pelo campus universitário, onde concluiu o curso de Administração.
Seria o primeiro passo para não mais depender da bola para sobreviver. Seria.
Até buscar uma pós-graduação em advinhem o quê? Gestão Esportiva. Foi o primeiro passo para voltar ao futebol.
“Futebol parece uma coisa que fica no sangue da pessoa. Num tem como não ser contaminado”, explica.
Logo vieram os cursos de formação para treinador. Um no Rio, outro em São Paulo.
O encontro com um jogador da sua época abriu portas.
“Caio Júnior era técnico do Palmeiras e me levou para fazer um estágio no profissional”, lembra.
Foram quatro meses no CT do Verdão.
Logo depois, surgiu a oportunidade de estagiar na base do São Paulo.
Veio então o curso da CBF de qualificação para trabalhar com as divisões de amadoras.
“Terminei virando observador técnico da CBF, viajando por alguns estados para acompanhar alguns garotos”, conta.
Em 2007, Márcio entrou no Náutico.
Ele tinha proposta para assumir o sub-15 do Paulista, mas preferiu aceitar o convite para ser assistente de Leivinha nos juniores timbu.
Em 2008, passou pelo sub-15 antes de começar no sub-17. Foi campeão do Aberto Juvenil.
Quarta-feira, Márcio Galupo inicia luta pelo bi.
Diferentes culturalmente, na cor da pele, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Igualdade nas condições para chegar ao título do Mundial Sub-17. Com campanhas quase idênticas.
Tão diferentes, tão parecidos, nigerianos e suíços decidirão no domingo o campeão da categoria.
A precisão suíça foi a surpresa deste mundial.
Seis jogos, seis vitórias. 17 gols marcados, sete sofridos.
Futebol de bom nível técnico, com toque de bola objetivo e bom aproveitamento ofensivo.
Defensivamente, honrou os profissionais, que na última copa foram desclassificados sem sofrer um gol.
Os nigerianos impuseram a condição de donos da casa.
Seis jogos, seis vitórias. 17 gols marcados, seis sofridos.
Força, velocidade e aproveitamento impressionante ofensivo.
Mais objetivos que gerações anteriores, os garotos da seleção nigeriana não abusam dos dribles desnecessários.
Mas não se furtam da qualidade e habilidade que Deus colocou nos seus pés.
A Suíça chegou à final atropelando a Colômbia. 4 x 0. Dois no primeiro tempo, dois no segundo.
A Nigéria não teve facilidade. Mas acalmou a Fúria com um futebol imponente. 3 x 1.
E poderia ser mais pela fragilidade defensiva dos espanhóis.
Chegou a hora de falar dos times juvenis de Náutico e Sport que decidirão o Aberto do Pernambucano a partir de quarta-feira, nos Aflitos.
Então, o pontapé inicial na categoria será com os anfitriões da primeira partida.
Sob o comando de Márcio Galupo, o Timbuzinho foi amadurecendo ao longo da competição e chega à final pra lá de motivado.
Na semifinal, soube o significado da palavra superação.
Após serem derrotados pelo Santa na primeira partida, os alvirrubros deram o troco na segunda e levaram a decisão para os pênaltis.
Nova vitória alvirrubra, dupla vitória.
“Sem dúvida, isto fortalece um grupo. Especialmente, porque é um grupo muito novo”, explica Márcio.
O atual grupo timbu tem dez atletas no primeiro ano de juvenil e quatro com idade de infantil.
A reação diante dos tricolores passou, além dos treinos com bola, pelo trabalho com a cabeça dos garotos.
A psicóloga do clube foi convocada para entrar em campo, a comissão técnica fez de tudo para que os atletas recuperassem a confiança.
A derrota na primeira partida da semifinal, no entanto, não foi o único obstáculo superado pelo Timbu na competição.
Márcio conta que o time precisou ser remontado após a Federação determinar que apenas três garotos de outro estado poderiam participar do Aberto.
A reserva de mercado imposta pela FPF pegou os alvirrubros de calça na mão. “Tínhamos nove garotos de fora”, lembra o técnico.
Além disso, o meia Clécio e o volante Filipinho, destaques do Náutico, estavam se recuperando de contusões e desfalcaram a equipe no início.
Por causa destes problemas de formação do time, Márcio costuma dizer que o juvenil do Náutico foi encorpando no decorrer da competição.
Quarta-feira, 15h, Aflitos. A primeira partida da decisão.
Time-base: Mano; Carioca, Danilo, Evandro e Lídio; Júnior, Bruno (Filipinho), Couto e Clécio; Anderson e Índio. Técnico: Márcio Galupo.
P.S.: No próximo post, um perfil de Márcio Galupo.
Quiseram os deuses sub-17 do futebol que os cruzamentos dos confrontos resultassem na combinação existente hoje na tabela do Mundial. Uma pena.
De um lado das semifinais, as zebras colombianas e suíças. Do outros, os favoritos nigerianos e espanhóis. Seria melhor se pudesse trocar uma seleção de cada lado, mas não pode.
Então, vamos aos duelos de hoje que definem os finalistas do Mundial sem lamentações.
Embora tratadas como surpresas, zebraças da competição, Suíça e Colômbia não chegaram à semifinal por acaso, obra unicamente do destino.
Mostraram competência. A Suíça saiu com 100% de aproveitamento de uma grupo que tinha os então favoritos México e Brasil.
Depois, no mata-mata, eliminou nada mais nada menos que Alemanha e Itália. Uma coisa é certa: os garotos dos Alpes não têm medo de camisa.
A campanha da Colômbia foi passando de forma mais arrastada. Campanha regular na primeira fase e classificação para semifinal nos pênaltis contra a Turquia.
O ponto alto foi tirar os argentinos ainda nas oitavas. E forma sensacional. Perdiam por 2 x 0 e viraram o placar nos minutos finais para 3 x 2.
Os favoritos
Apontados como favoritos antes da bola rolar, Espanha e Nigéria justificaram a superioridade dentro de campo.
Os donos da casa, inclusive, de forma impiedosa, sem sustos. Foi primeiro no grupo da morte, com Argentina e Alemanha.
Passou fácil pela Nova Zelândia (5×0) e com tranquilidade diante da Coreia.
Os espanhóis também mostraram muita bola. Talvez o futebol mais bonito do ponto de vista ofensivo. Defensivamente, deixou a desejar.
A Fúria venceu todas na primeira fase, goleou Burkina nas oitavas, mas quase dá uma de Argentina nas quartas e é eliminada pelo Uruguai.
Precisou dos pênaltis para classificar depois de colocar 3 x 1 no tempo normal e deixar a Celeste empatar.
O segundo time apresentado pelo DaBaseFC é o infantil do Sport, na decisão da categoria do Aberto.
O jogo acontece nos Aflitos, na quarta-feira (18), contra o CT Waldomiro Silva, o Santa B.
O Leãozinho é comandado por Valter Mendes, um experiente técnico que tem mais de vinte anos de estrada na base.
Ele começou como assistente-técnico de Nereu Pinheiro no próprio Sport, depois passou por Náutico e Santa. Voltou à Ilha em 2002.
A experiência obtida com a garotada faz Valter ficar otimista na conquista do título contra o Santa B.
“A vivência na área faz com que a gente perceba a vontade de um grupo, o brilho no olho do garoto. Sei que não vai ser fácil, mas estamos acreditando”.
Sobre o time, Valter classificou como o melhor que teve em mãos desde que assumiu o time infantil do Leão.
De acordo com o técnico, trata-se de um grupo “mais completo”, com uma briga boa pelas posições.
Destaques para o volante Ronaldo (segundo Valter o melhor jogador da competição), o meia Lucas e o atacante Luís Henrique.
Time-base: Evandrízio; Renato, Léo e Bruno; Janderson, Ronaldo, Guilherme, Lucas e Lucas Maceió; Luís Henrique e Ferreira. Técnico: Valter Mendes.
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- Gustavo Costa: Realmente esta não deu p/entender. Site direcionado especificamente para categorias de base. vai...
- nininho: logo qnd o pernambucano infantil e juvenil começa? deixarei de acompanhar o site….. muito fraco
- adriano pereia gomes: bela campanha do timbuzinho fazendo historia na nossa região,e quando começa o pernambucano?
- pedro antonio: o nautico vai pegar nesta terça feira as 1530hs o sao paulo fc. abraços
- pedro antonio: é realmente vcs da base tem todas as razoes os clubes de pernambuco nao investe nas divisoes de base...


