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Uma das gratas surpresas do estadual de juniores é também um dos goleadores da competição.
William, ou simplesmente Nininho, do Vitória, marcou nove gols em oito jogos. Divide a artilharia com Juninho, do Sport.
“Minha meta é fazer 22 gols nos juniores”, projeta o garoto de 19 anos, recém-completados.
22 é o número de jogos até a fase final da competição. A média de um gol por partida.
Talvez Nininho não acreditasse que o Vitória pudesse passar para as semifinais, o que aumentaria em pelo menos mais duas partidas.
O que poderia aumentar a sua média. Os seus gols, no entanto, têm dado ao Tricolor das Tabocas o direito de sonhar com uma vaga no G-4.
Antes da nona rodada, o oportunista atacante do Vitória mantém uma média superior ao que foi estipulado por ele mesmo.
Como começou
Natural de Vitória de Santo Antão, Nininho começou a buscar seu espaço no futebol com 17 anos.
Foi quando deixou Vitória para defender o América/RN, levado por indicação de Moura, ex-atacante do Sport.
Não demorou em Natal e retornou a Vitória para defender o tricolor. Participou da campanha de acesso na A2, pelo profissional.
Chegou a disputar duas partidas na primeira divisão estadual do ano passado e a Copa PE de 2009.
Apesar da experiência entre os profissionais, Nininho se mostra muito tranquilo quanto a novas oportunidades no time de cima.
Prefere continuar nos juniores, onde tem chance de mostrar o seu futebol.
“No profissional, muitas vezes a gente nem relacionado é. Prefiro continuar marcando meus gols nos juniores”, comentou o confiante homem-gol das Tabocas.

Além do zagueirão Everton Sena, um outro garoto da base do Santa Cruz tem muito a comemorar caso o time coral vença a Copa PE.
Antes da estreia na competição, mais precisamente no dia 9 de setembro, o DaBaseFC postou uma entrevista com Natan, de 18 anos.
Ele era uma das apostas da comissão técnica. Jogador de muita técnica e habilidade, mais ainda muito franzino e que precisava fazer um trabalho de reforço muscular.
Quase 80 dias depois, Natan dá mostras de que a aposta de Dado fazia sentido. A pouca idade não impediu o meia baiano de jogar várias partidas da Copa PE.
Algumas como titular, chegou a marcar gol, o seu primeiro como profissional, foi chamado para renovar contrato.
Diante do Central, neste sábado, Natan não deve começar jogando, mas ele tratou de mostrar ao longo da competição que está pronto para ser utilizado quando precisar.
Para Natan (assim como Everton Sena e Jéfferson, outro que subiu da base), o título da Copa PE vale muito além do seu real valor.

No futebol, costuma-se comparar uma grande promessa a uma pedra preciosa que precisa ser lapidada a fim de que se transforme num valioso diamante.
No caso do juvenil do Náutico, pode-se dizer que o clube tem a responsabilidade de lapidar um verdadeiro pedregulho precioso.
O goleiro Mano foi o destaque timbu no Aberto. Não apenas por seu ótimo desempenho, mas também pelo potencial de se transformar num jogador de muito futuro (e quem sabe breve).
O goleirão, de apenas 16 anos, mede 1m97. Como se não bastasse o bom desempenho debaixo das traves, conta com porte físicos que poucos marmanjos da posição possuem.
Peladeiro
Paraibano de Cruz do Espírito Santo, pequena cidade a 20 minutos de João Pessoa, Mano era um peladeiro, como ele mesmo se definia, quando resolveu participar de uma peneira, em 2008.
Aprovado, foi levado para o Corinthians Alagoano. “Saí de casa aos 15 anos”, revela.
Não demorou muito em Alagoas. Logo foi chamado para defender o infantil do Porto, onde ficou cinco meses.
“Um olheiro do Náutico fez uma proposta e eu aceitei”, lembra.
Em janeiro de 2009, Mano já assinava com o Timbu até o final de 2010.
“Aprendi muito desde que cheguei aqui, peguei muita manha do futebol”, conta.
Peça fundamental
No Aberto, ainda no seu primeiro ano de juvenil, foi responsável pela ida do time à final. Na semi, contra o Santa, fechou o gol no tempo normal e, nos pênaltis, pegou dois.
Na primeira primeira partida da decisão, nos Aflitos, sua meta foi bombardeada. Mano fez umas quatro defesas que seriam de pagar ingresso se ele tivesse sido cobrado.
Calou a boca, inclusive, de quem acha que goleiro alto é vulnerável às bolas rasteiras. No primeiro tempo, defendeu dois chutaços cruzados que vinham queimando a grama.
Mano não foi campeão, mas deixou a forte impressão de que se o Náutico der as condições necessárias para a sua evolução (técnica e pessoal), terá um grande diamante nas mãos em pouco tempo.
Sonho
“Espero em cinco anos estar me mantendo na vida com o futebol”, planeja o paraibano de 16 anos.
Se nada fugir do script (cuidado, porque muitas vezes foge!), será em menos tempo, Mano.
A pergunta passou ou está passando pela cabeça do torcedor do Sport. Como a super-revelação de 2008 virou frustração na mesma proporção em 2009?
A expulsão relâmpago (10 minutos depois de entrar em campo) diante do Fluminense praticamente sela o fim de uma temporada que se iniciou com muita expectativa.
Aquele garoto abusado, de muita velocidade e pontaria pra lá de calibrada, vestiu a camisa do profissional pela primeira vez no Brasileirão do ano passado.
Foi contra o Ipatinga. De cara, sofreu um pênalti após boa jogada individual. Pouco depois, marcava um golaço.
O rapaz vindo de Serra Talhada, artillheiro dos juniores, mostrava à galera do Sport que a camisa do profissional lhe caía bem, sem o peso que atormenta diversas promessas.
No mesmo Brasileirão foi utilizado outras vezes, mas em doses homeopáticas. Nelsinho Batista tentava evitar uma superexposição de Ciro, que teve contrato prolongado com o clube.
Veio 2009. Desandou a marcar gols no Pernambucano, a brigar pela artilharia com o veterano Marcelo Ramos, do Santa.
O grande momento, no entanto, estava por vir. Veio do estádio David Arelllano, em Santiago.
Um gol e uma assistência nos primeiros 45 minutos. O sertanejo mostrava mais uma vez que não era de amarelar.
Não estava nem aí para estreia na Libertadores, fora de casa, contra o Colo Colo.
Ciro ganhava de vez espaço e atenção especial da mídia nacional. Propostas milionárias para clubes de fora. O Brasil era pequeno para o garoto de Serra Talhada.
Daí em diante, núvens pesadas começaram a pairar sobre Ciro. Perdeu a vaga de titular no time, parou de fazer gols no Pernambucano.
Boas atuações começaram a ficar raras. A situação ficou ainda pior com a saída de Nelsinho da Ilha.
Tanto que o atacante do Leão não marcou um golzinho sequer no Brasileiro.
A passagem pela Seleção Sub-20, no Mundial do Egito, poderia ser a oportunidade de recuperar a confiança.
Mas perdeu a vaga de titular na semana preparatória para a competição, na Granja Comary.
Nas poucas oportunidades de jogar no Egito, conseguiu mostrar boa parte do futebol que não estava conseguindo com a camisa do Leão.
Marcou gol quando entrou de frente, criou chances de gols.
Mas não teve muita oportunidade. Foi preterido pelo técnico Rogério Lourenço.
Voltou do Mundial sem o título, sem o reconhecimento, sem a confiança que poderia salvar o restante da temporada.
A entrada criminosa em Kieza, do Flu, no último domingo, mostra claramente a falta de equilíbrio do garoto prodígio.
Motivos
Difícil dizer o que se passou com Ciro ao longo dos últimos oito meses. Certamente a sua impressionante queda de rendimento não aconteceu apenas por um fator.
A mente humana é bem complexa pra a gente buscar explicações em reduções simplistas.
Uma série de causas combinadas minaram o desempenho do jovem atacante.
Um deles pode ter sido o excesso de “mimo” de Nelsinho. Na melhor das boas intenções, buscou ao máximo proteger o atleta.
Se ele fazia uma partida ruim, perdia gols, o técnico o sacava do time no jogo seguinte a fim de livrá-lo das inevitáveis vaias.
Se havia uma superproteção do técnico (talvez Ciro precisasse encarar as críticas de frente como forma natural de amadurecimento), da diretoria houve uma superexposição.
Na ânsia de valorizar o garoto, o presidente Sílvio Guimarães alimentava as especulações em torno de uma possível transferência para fora do país.
Os dias seguintes à fantástica estreia na Libertadores foram seguidos de propostas e mais propostas de supostos representantes de clubes do exterior.
10, 15, 20 milhões. Cifras, cifras, cifras e muito blá-blá-blá. E só.
A situação do garoto hoje pede uma atenção mais que especial.
Só não sei se a cúpula do clube terá condição de prestar este tipo de “socorro” num momento bem delicado para Ciro.
O site Futebol Finance (www.futebolfinance.com) elaborou um ranking, publicado pelo excelente Universidade do Futebol (www.universidadedofutebol.com.br), ranking dos 20 sub-21 mais valiosos do planeta.
O ranking deixou de lado o subjetivo e o especulativo de uma avaliação e considerou que o valor de cada atleta é o que o clube pagou para adquiri-lo.
Sergio Aguero, do Atlético de Madrid, é o top da lista. Abaixo um vídeo do garoto prodígio argentino e a lista completa.
1. Sergio Aguero
21 anos
Argentina
Atlético de Madrid
50 milhões de euros
2. Karim Benzema
21 anos
França
Real Madrid
40 milhões de euros
3. Gonzalo Higuain
21 anos
Argentina
Real Madrid
30 milhões de euros
4. Alexandre Pato
20 anos
Brasil
AC Milan
30 milhões de euros
5. Mario Balotelli
19 anos
Itália
Internazionale
30 milhões de euros
6. Theo Walcott
20 anos
Inglaterra
Arsenal
25 milhões de euros
7. Stevan Jovetic
20 anos
Montenegro
Fiorentina
25 milhões de euros
8. Juan Manuel Mata
21 anos
Espanha
Valencia
25 milhões de euros
9. Ángel Di Maria
21 anos
Argentina
Benfica
20 milhões de euros
10. Miralem Sulejmani
20 anos
Sérvia
Ajax
15 milhões de euros
11. Bojan Krkic
19 anos
Espanha
FC Barcelona
15 milhões de euros
12. Neymar
17 anos
Brasil
Santos
12,5 milhões de euros
13. Guilherme
21 anos
Brasil
CSKA Moscovo
10 milhões de euros
14. Marko Marin
20 anos
Alemanha
Werder Bremen
10 milhões de euros
15. Keirrison
20 anos
Brasil
FC Barcelona
10 milhões de euros
16. Marko Arnautovic
20 anos
Austria
Internazionale
10 milhões de euros
17. Alan Dzagoev
19 anos
Rússia
CSKA Moscovo
10 milhões de euros
18. Sydou Boumbia
21 anos
Costa do Marfim
Young Boys
9 milhões de euros
19. Thomas Muller
20 anos
Alemanha
Bayern Munique
9 milhões de euros
20. Alberto Paloschi
19 anos
Itália
Parma
9 milhões de euros
Fonte: Futebol Finance – www.futebolfinance.com
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