Poucos técnicos das divisões de base têm uma identificação tão grande com o clube em que trabalham e a função que exercem quanto Roberto, atual treinador do juvenil e assistente dos juniores do Sport.
Não só porque enquanto atacante rubro-negro na década de 1980 ficou conhecido como Roberto Coração de Leão, exatamente por sua forma aguerrida de encarar a defesa adversária.
Mas também porque chegou à Ilha do Retiro ainda garoto. Passou pela escolinha, infantil e juvenil. Trilhou o caminho que leva um prata-da-casa à condição de ídolo de um clube, convocado para uma Seleção Brasileira.
A experiência adquirida enquanto profissional é repassada aos garotos que hoje disputam o Campeonato Aberto Juvenil. Em oito jogos, o Sport de Roberto não soube o que é perder e já lidera o grupo na terceira fase da competição.
O lateral Nininho, o zagueiro Pablo, o volante Tales e o atacante Juan parecem estar assimilando os ensinamentos do técnico. O quarteto já começa a dar os primeiros passos nos juniores mesmo com idade de juvenil.
Acostumado a ver um estádio inteiro vibrar com um gol seu, a escutar o seu nome em coro após a conquista de um título, Roberto hoje se satisfaz quando um dos seus “garotos” começam a se firmar no time de cima.
“É muito legal a gente ver um Elias (zagueiro do profissional do Sport), Ciro (na Seleção Sub-20) ou Kássio (emprestado ao Figueirense) se dar bem”, orgulha-se.
Carreira
Roberto sabe o que é um garoto de 17 anos vestir a camisa do profissional. Foi quando ele começou na equipe principal do Sport. No ano seguinte, após o clube desistir de participar do estadual, ele arrumava as malas para defender o Marítimo, de Portugal.
Voltou em 1979, mas começou a brilhar pra valer no ano seguinte. Mesmo sem ser títular, foi o artilheiro do clube no título estadual. Ficou conhecido por quase sempre marcar logo após entrar em campo.
Em 1981, a consagração. O ano que marcou a sua carreira de jogador. “Um momento muito especial foi na decisão do Pernambucano que vencemos por 2 x 0. Fiz gol e a torcida do Náutico me aplaudiu de pé”, conta com orgulho.
A outra situação que Roberto não esquece nunca foi a convocação para a Seleção Brasileira, que tinha no comando o mestre Telê Santana. Jogou um amistoso no Chile e outro em Maceió, diante da Polônia.
Na maior crise dos seus quase 100 anos, o Santa Cruz volta a conjugar o verbo recomeçar após a eliminação precoce na Série D. A Copa Pernambuco, competição não-oficial criada para movimentar equipes do interior até o final do ano, veio a calhar para o Tricolor. Seria cinco meses de férias forçadas. No comando do time, formado, por forças das circunstâncias, por atletas basicamente pratas-da-casa, Dado Cavalcante.
O DaBaseFC conversou com o técnico e responsável pelas divisões de base e se surpreendeu com o seu perfil. Ex-atleta do próprio Santa, com passagem pela base do Náutico. Formado em Educação Física, pós-graduado em Treinamento, com dois cursos de formação de técnico de futebol. E apenas 28 anos de idade.
Pouca idade para um treinador? Com 24 anos, Dado se tornava o técnico mais jovem do Brasil a conquistar um título estadual. Foi no Ulbra, de Rondônia, em 2006. No ano seguinte, seria o técnico mais jovem a ganhar o bi estadual. Trabalhou no BrazSat, clube da terceira divisão de Brasília destinado a negociar jovens atletas. Foi campeão de um torneio na Holanda e da terceirona candanga, em 2008.
No início deste ano, foi convidado a retornar ao Arruda para coordenar as divisões de base do clube. Chegou a assumir os juniores na reta final do estadual. Mesmo com seis vitórias e um empate, não conseguiu fazer com que o Santa brigasse pelo título. Terminou em terceiro, atrás de Sport e Náutico. A seguir, um bate-bola com Dado Cavalcante.
O caminho para o clube sair do buraco passa pelas divisões de base?
Não tenho dúvida disto. Mas é preciso não jogar nos ombros destes garotos esta responsabilidade toda. Não foram eles que deixaram o Santa nesta situação. Por isso, buscamos mesclar o time com alguns atletas mais rodados. A contradição é que o Santa Cruz não pode ficar mais na Série D. É uma situação emergencial. O sucesso do trabalho da base no futuro passa também por aí. Passaremos a ter um maior poder de sedução para atrair mais garotos para o clube, com mais poder de barganha para negociar atletas se o Santa subir para uma Série B.
E como anda a estrutura física do departamento amador?
Para um garoto começar a desenvolver qualidade na base ele precisa de boa estrutura de treino, descanso e alimentação. Nosso alojamento hoje oferece ótimas condições, recém-reformado, com ar-condicionado. A alimentação deles é de qualidade, monitorada pela nutricionista do profissional. O nosso problema é quanto ao local de treinamento. O gramado do CT de Beberibe está muito ruim. Mas existe um projeto de um novo CT…
Mas enquanto o projeto não sai do papel
Estamos com alguns tapa-buracos. Algumas vezes treinamos no estádio Ademir Cunha, outras vezes no campo da Escola de Aprendizes de Marinhos, e outras no Derbi. Estamos nos virando com algumas parcerias.
E como foi Dado jogador das divisões de base?
Cheguei a ter algumas oportunidades no profissional do Santa, na época de Renê Simões (2001). Depois fui para os juniores do Náutico, e cheguei a participar de uma pré-temporada dos profissionais, com Muricy Ramalho (2002), mas não tive chance de jogar.
O Da Base FC vai apresentar quem são e como trabalham estes formadores de craques.
Escalação
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- Gustavo Costa: Realmente esta não deu p/entender. Site direcionado especificamente para categorias de base. vai...
- nininho: logo qnd o pernambucano infantil e juvenil começa? deixarei de acompanhar o site….. muito fraco
- adriano pereia gomes: bela campanha do timbuzinho fazendo historia na nossa região,e quando começa o pernambucano?
- pedro antonio: o nautico vai pegar nesta terça feira as 1530hs o sao paulo fc. abraços
- pedro antonio: é realmente vcs da base tem todas as razoes os clubes de pernambuco nao investe nas divisoes de base...


