Também faz parte do objetivo do DaBaseFC repassar informações e bons textos de blogs e sites.
Segue abaixo um do Universidade do Futebol (www.universidadedofutebol.com.br), site que trata o futebol a partir de diversas áreas acadêmicas.
Um endereço que todo profissional que trabalha especialmente com a base deveria salvar no seu “Favoritos”.
Boa leitura.
Para o fim das peneiras: esboços preliminares de proposta de seleção para o processo de especialização
Mais importante do que ser habilidoso com a bola nos pés ou ser grande e forte, é compreender o processo organizacional sistêmico dos jogos
Alcides Scaglia
alcides@universidadedofutebol.com.br
Diferentemente das famosas “peneiras” de jogadores, as quais partem da ideia de que se pode encontrar jogadores prontos (reformando a já refutada tese inatista do talento nato – jogador com dom para jogar futebol), acredito que uma seletiva deve se pautar num processo (o mais contínuo possível) que permita a detecção de potenciais jogadores inteligentes.
O macro conceito de potenciais jogadores se refere ao fato destes entenderem o jogo. Ou seja, num processo seletivo, mais importante que ser habilidoso com a bola nos pés ou ser grande e forte (maturação precoce), é preciso demonstrar que adquiriu, pelo menos inicialmente, a competência de compreender o processo organizacional sistêmico dos jogos.
Desse modo, penso que para compreender (entender) o jogo certa quantidade de competências essenciais são requeridas e, ao mesmo tempo, um leque de habilidades são esperadas. Como por exemplo:
- Competência para organizar o jogo (quer seja ele pequeno, médio ou grande);
- Competência de adaptação constante e rápida às mudanças requeridas;
- Competência interpretativa.
Para efetiva materialização dessas competências, podemos destacar algumas habilidades (vinculadas também à personalidades individuais):
- Habilidade de tomar iniciativa (tomada de decisão);
- Habilidade de concentração e atenção;
- Habilidade na comunicação não verbal para jogo coletivo;
- Habilidade em sua relação com a bola;
- Habilidade para jogar coletivamente;
- Habilidade no que tange controle emocional (espírito competitivo).
Importante destacar que todo jogador deveria apresentar seu “currículo”, na forma de preenchimento de um questionário apresentado na inscrição. Este questionário visa a alimentar de informações o avaliador, a ponto de objetivar sua avaliação.
Vale destacar que o processo seletivo não deve ser feito por apenas um avaliador, mas por um grupo, que se responsabilizará por um dos jogos do processo, levantando informações sobre cada um dos jogadores. E ao final do processo esses dados devem ser cruzados de forma a obter (almejar) uma sintonia na avaliação.
Já no que tange a operacionalização do processo seletivo, é preciso ter por referências a idade dos jogadores, pois é dela que dependerá a seleção dos jogos e os objetivos mais específicos exigidos em cada uma das etapas do processo de especialização no futebol. Por exemplo, numa seletiva de meninos menores de 12 anos, teremos um número maior de pequenos e médios jogos do que grandes jogos, contrariamente do que se organiza para um processo seletivo de jogadores menores que 17 anos.
Portanto, para desenrolar do processo seletivo é interessante que se estruture pelos menos quatro jogos (entre pequenos, médios e grandes jogos) na forma de circuito, sendo que em cada estação um ou dois avaliadores fazem apontamento individuais sobre as competências e habilidades requeridas (descritas acima) em consonância com as requisitadas em cada jogo (pequenos, médios e grandes jogos), para depois, em uma reunião realizar a análise cruzada das informações.
Estas idéias são para mim, como esboços preliminares para a construção de um efetivo e eficiente processo de seleção, que não caia nos chavões atuais e muito menos na mediocridade das peneiras.
Para interagir com o autor: alcides@universidadedofutebol.com.br
O técnico do infantil timbu, Márcio Galupo, é um daqueles casos em que o futebol parece ter contaminado o seu sangue.
O zagueirão da Ponte Preta, Bragantino e Caldense pendurou as chuteiras em 1998.
Trocou o campo pelo campus universitário, onde concluiu o curso de Administração.
Seria o primeiro passo para não mais depender da bola para sobreviver. Seria.
Até buscar uma pós-graduação em advinhem o quê? Gestão Esportiva. Foi o primeiro passo para voltar ao futebol.
“Futebol parece uma coisa que fica no sangue da pessoa. Num tem como não ser contaminado”, explica.
Logo vieram os cursos de formação para treinador. Um no Rio, outro em São Paulo.
O encontro com um jogador da sua época abriu portas.
“Caio Júnior era técnico do Palmeiras e me levou para fazer um estágio no profissional”, lembra.
Foram quatro meses no CT do Verdão.
Logo depois, surgiu a oportunidade de estagiar na base do São Paulo.
Veio então o curso da CBF de qualificação para trabalhar com as divisões de amadoras.
“Terminei virando observador técnico da CBF, viajando por alguns estados para acompanhar alguns garotos”, conta.
Em 2007, Márcio entrou no Náutico.
Ele tinha proposta para assumir o sub-15 do Paulista, mas preferiu aceitar o convite para ser assistente de Leivinha nos juniores timbu.
Em 2008, passou pelo sub-15 antes de começar no sub-17. Foi campeão do Aberto Juvenil.
Quarta-feira, Márcio Galupo inicia luta pelo bi.
Até pouco tempo atrás era comum, entre os grandes de Pernambuco, a ideia de que todo ex-jogador com boa passagem no clube que estivesse desempregado poderia assumir os juniores (ou juvenil, infantil).
Um pouco de agradecimento e amizade com aquele atleta de ficha limpa, tido como bom caráter, e que estava em dificuldade.
Um pouco de assistencialismo, resquício de uma cultura que parece impregnar muitos setores da sociedade.
Resultado: um dos cargos do clube que mais precisam de pessoas qualificadas, por lidar com adolescentes, normalmente vindos de camadas sociais mais sacrificadas, ficavam nas mãos de amigão do diretor, um ex-ídolo.
Nada contra o ex-atleta que quer se tornar treinador. Desde que à bagagem dos gramados seja somada a especialização, o trabalho científico, as pesquisas.
A crítica é quanto à mentalidade antes reinante nos clubes locais, na qual qualquer curioso poderia trabalhar na formação de atletas.
Torço para que o “antes reinante” não seja um otimismo exagerado da minha parte, talvez motivado por alguns bons exemplos que estão sendo colocados em prática.
Não é novidade para ninguém as dificuldades que o Santa Cruz enfrenta, fruto de uma sequência de aberrações administrativas.
Talvez a crise tenha aberto espaço para que profissionais de outro perfil pudessem desempenhar um trabalho importante.
Apesar de toda dificuldade de um clube que não conta nem com um CT, a base tricolor vem sendo conduzida de forma planejada e responsável.
Tem conseguido dar suporte à montagem do time profissional, conquistado título fora de Pernambuco (o sub-14, em Poços de Caldas/MG, em 2008) e hoje é finalista do infantil estadual com a melhor campanha.
Todos os técnicos que compõem o departamento amador são formados em Educação Física, com especialização.
Idem para o coordenador, que também já comandou o sub-14, Wilton Bezerra, e que hoje assessora Dado Cavalcante.
Outro profissional saído da base e que faz um excelente trabalho no time profissional.
É por aí.
A exceção, de acordo com o técnico, é no caso de algum jogador que tenha tido algum tipo de experiência no profissional de outra equipe. Da equipe que ficou em quarto, poucos remancescentes. Anderson Lessa e Dinda, por exemplo, já estão no profissional.
“Teremos uns três ou quatro que participaram da campanha do ano passado”, avisou Sérgio China, ressaltando que a responsabilidade do Alvirrubra neste Brasileiro aumentou.
“As outras equipes vão encarar a gente de forma diferente. Saberão que não se trata de um mero espectador”.
Questionado se dá para repetir o feito de chegar à semifinal, China pondera, procura não criar grande expectativa.
“Trata-se de uma competição de tiro curto, são apenas 15 dias. É preciso estar bem preparado, com os garotos de cabeça legal. Vamos tentar atingir uma meta de cada vez”.
Além da experiência nas divisões de base do próprio Náutico, Sérgio China trabalhou no sub-20 do Atlético Paranaense e no profissional do Vera Cruz, onde foi campeão da Série A2 do Pernambucano

Um novo clube está se formando em Pernambuco. Desde a última terça-feira, o Olinda Futebol Clube iniciou a realização de peneiras com garotos do município. “Começamos com 20, depois passou para 45 e hoje esperamos mais”, avisou o experiente técnico Nereu Pinheiro.
Trabalhar com a base é a praia de Nereu. Durante anos, ele foi coordenador e técnico das divisões de base de Sport e Santa Cruz, clubes onde também realizou excelentes trabalhos nos profissionais.
Em duas ocasiões, inclusive, sabendo muito bem usar a prata-da-casa. A primeira foi 1989, quando levou o Sport ao vice da Copa Brasil. A segunda, em 1999, levando o Santa Cruz à primeira divisão do Brasileiro, após assumir o time com risco de rebaixamento.
Bagagem não falta a Nereu. O objetivo imediato das peneiras é a formação de um time para disputar o Campeonato da Liga Olindense, que começa no próximo dia 25. A competição amadora servirá de laboratório.
Quem mostrar futebol fica para a temporada 2010, quando o novo clube disputa a segundona estadual. Aí sim, valendo. “Se de 30 jogadores seis mostrarem qualidade, já poderemos entrar em janeiro sem estar com as mãos abanando”, projeta o técnico.
Para Série A2 do Pernambucano serão contratados jogadores da região rodados. Estão sendo costuradas parcerias com equipes como o Corinthians de Alagoas, do empresário João Feijó e conhecido por revelar talentos (vide o meia da seleção de Portugal Deco).
Para Nereu, colocar o Olinda na primeirona estadual é algo tão instigante e motivador quanto foi transformar equipes desacreditadas do profissional de Sport e Santa Cruz em vencedoras, sempre apostando na base.
“Sou olindense e nunca fiz nada pelo município. Será a realização de sonho se o Olinda subir para a primeira divisão”, avisa o técnico.
Serviço:
Peneira do Olinda: 15h, no estádio Olindão, em Jardim Brasil.
Escalação
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- Gustavo Costa: Realmente esta não deu p/entender. Site direcionado especificamente para categorias de base. vai...
- nininho: logo qnd o pernambucano infantil e juvenil começa? deixarei de acompanhar o site….. muito fraco
- adriano pereia gomes: bela campanha do timbuzinho fazendo historia na nossa região,e quando começa o pernambucano?
- pedro antonio: o nautico vai pegar nesta terça feira as 1530hs o sao paulo fc. abraços
- pedro antonio: é realmente vcs da base tem todas as razoes os clubes de pernambuco nao investe nas divisoes de base...


