O primeiro contato veio em forma de reclamação.
Um erro de informação cometido numa matéria postado no DaBaseFC meses atrás.
Para ser mais exato, o título do Aberto Juvenil de 2008, que havia sido atribuído ao atual treinador do sub-17 do Náutico, Márcio Galupo.
O erro, no entanto, serviu para estabelecer contato com um técnico de base que está afastado do estado: Cleibson Ferreira.
Desestimulado pela falta de estrutura de trabalho que o executivo timbu dá ao pessoal prata-da-casa, ele deixou os Aflitos.
Comandou a seleção pernambucana de base e fez estágio com Wanderley Luxemburgo no Atlético Mineiro.
De volta a Pernambuco, recebeu proposta de clubes da série A1 do Piauí e da A2 do estado.
No entanto, nada que chamasse a atenção de Cleibson. Foi quando o Galícia, da Bahia, o convidou para iniciar uma ampla reformulação.
O tradicional clube baiano está afundado na segundona estadual há anos e resolveu investir na base para formar um bom time e buscar o acesso.
O primeiro desafio de Cleibson será a Copa 2 de Julho, disputada na própria Bahia a partir do dia 14 de julho.
Fortalecer a estrutura das suas divisões de base deveria ser o primeiro passo para reerguer qualquer clube de camisa que esteja passando por dificuldades.
Infelizmente, nem todos pensam assim.
Boa sorte a Cleibson nesta empreitada.
P.S.: Ah, Cleibson também ataca de blogueiro. Qualquer dúvida é só acessar www.profcleibsonferreira.blogspot.com
Aos pais e profissionais da base, mais uma bela contribuição da Universidade do Futebol.
Resumo
No Brasil, o futebol é um fenômeno que fascina as crianças. Com isso, surge um grande número delas e de professores e treinadores envolvidos na prática da modalidade em escolas especializadas na formação de atletas. Nesses centros de treinamentos, tem-se utilizado uma filosofia imediatista, ou seja, buscam sucesso em curto prazo, causando assim uma especialização precoce. Em virtude desses métodos de treinamentos ultrapassados e inadequados, faz-se necessário o presente estudo, que coletou informações para mostrar “qual a idade ideal para a iniciação ao futebol”.
Introdução
O futebol brasileiro é considerado o melhor do mundo e uma fábrica de revelar craques; apesar disso, as divisões de bases dos clubes e os profissionais ainda continuam usando métodos de treinamentos ultrapassados e inadequados.
Mesmo com muitos estudos referentes à pedagogia esportiva, nota-se que os profissionais de Educação Física não estão respeitando as individualidades, as maturidades biológicas e o desenvolvimento motor das crianças para obterem sucesso, mesmo que isso possa acarretar problemas futuros aos jovens.
Apesar de todos os profissionais saberem que as atividades esportivas contribuem para o desenvolvimento em todas as faixas etárias, principalmente desde a infância, tal fato indica a necessidade de se estudar “como e quando” as crianças estão sendo iniciadas, bem como se a forma utilizada é correta e coerente com suas condições, características e necessidades, correspondendo ou não ao seu estágio de desenvolvimento (NETO, 2008 APUD ARENA e BOHME, 2000)
Quando utilizamos uma metodologia voltada à busca de resultados em curto prazo, dificilmente obteremos uma iniciação adequada. Apesar disso, deparamos com muitos ou praticamente todos os treinadores nas escolinhas e divisões de bases usando essa metodologia ultrapassada.
Assim como tudo na vida tem sua hora, no esporte também não é diferente. Entretanto, é notável que as escolinhas de futebol e clubes tenham aceitado e criado turmas com crianças que ainda não possuem condições motoras e psicológicas para praticar uma modalidade coletiva, no caso o futebol. Com isso, faz-se necessário esse estudo, para que possamos saber qual idade ideal para haver uma iniciação aos jogos coletivos.
Neto (2008) afirma que a iniciação ao esporte é o período em que a criança começa a aprender de forma específica e planejada. Entretanto, é necessário que respeitem suas características para que não ocorra a especialização precoce. Para o autor, a iniciação esportiva também deve apoiar-se no desenvolvimento integral das crianças e não usar a criança e o esporte de forma demagógica para conseguir realizar desejos imediatistas de conquistar vitória, títulos, prêmios.
A iniciação esportiva quando não feita de forma adequada pode acarretar inúmeros problemas à vida das crianças, quando muitas param de jogar por se sentirem pressionadas, rotuladas, inseguras, lesionadas. E pior do que isso, elas passam anos se dedicando a um determinado esporte e abandonam. Saindo do mesmo esgotado emocionalmente e inseguras, levando para o futuro possíveis consequências.
Um dos maiores problemas acarretados por uma prática esportiva voltada à busca de resultados imediatos é a especialização precoce. Esse quadro vem se agravando, pois tem recebido muitos adeptos dessa metodologia que permite resultados em curto prazo; por isso, faz-se necessário um estudo para saber o “quando” da iniciação no futebol.
Apesar de ser difícil precisar a idade ideal para começar um treinamento especifico aos jogos coletivos, há alguns estágios que o ser humano necessita ultrapassar para chegar à maturidade biológica, neurológica e motora, para que possa se especializar a uma modalidade esportiva. (NETO, 2008)
Para Freire (2006), na primeira infância, ou seja, antes dos sete anos, não deve haver escolinhas de futebol. Nessa faixa etária não há mal algum se a criança brincasse de bola, porém, sem necessidades de sistematizações rígidas. Já Almeida (2005), divide a iniciação esportiva em três estágios, onde no primeiro denomina como iniciação propriamente dita que é entre oito e noves anos.
Arena e Bohme (2000) afirmam que a criança até os 12 anos não deve participar de atividades esportivas especificas e de competições formais. Também designa etapa de iniciação ou formação básica geral, que engloba a fase dos sete aos treze anos. Os autores também verificaram coerência em algumas entidades esportivas que adotam a iniciação das modalidades coletivas entre 7-9 anos de idade.
A idade ideal para adquirir habilidades corporais é dos 6 aos 12 anos, e as atividades devem ter um caráter global de formação objetivando aumentar um manancial motor, devendo ser propostas de forma livre e como jogo, evitando desenvolver o potencial atlético. (NETO, 2008 APUD PAES, 1997)
As habilidades esportivas devem ser iniciadas entre os 7 e 10 anos sem que haja especificação de uma modalidade. Dos 11 aos 13 anos pode haver a especificação de algumas modalidades, sem a imposição de uma modalidade. A idade propícia para se especificar ao futebol será a partir dos 14 anos, podendo participar do esporte formal e de competições. (NETO, 2008)
Na fase Universal que abrange dos 6 aos 12 anos, é o melhor momento para a formação (iniciação) esportiva, quando a frequência nas atividades não deve ultrapassar três vezes semanais. Nos dois últimos anos desta fase (dos 10 aos 12 anos) pode haver a correção de erros motores. O autor também diz que só a partir dos 8 anos que pode desenvolver os jogos coletivos, já para introduzir o esporte formal a melhor idade é entre os 10-12 anos. (NETO, 2008 APUD GRECO, 2001)
A criança entre 2 e 6 anos encontra no período pré-operatório, que tem como maior característica o egocentrismo. Por isso, as crianças não têm maturidade para participar de jogos desportivos coletivos. De acordo com Scaglia (2008), até os 6 anos a criança se depara com a fase da anomia definida por Piaget, por isso ela não consegue seguir regras coletivas.
As evidências teóricas revelam que somente após a superação do período pré-operatório, que seria possível às crianças aprender um jogo coletivo regrado, pois antes disso jogar futebol com outras crianças só é possível se todos tiverem uma bola e a possibilidade de seguir a regra que elas bem desejarem. (SCAGLIA, 2008)
Gallahue e Osmun (1995) afirmam que na faixa etária de 7-10 anos, o ensino deve ser totalmente aberto, isto é, os conteúdos transmitidos pelo professor e praticados pelos alunos, não poderá haver correção dos gestos motores. Já nos 11-12 anos, o ensino poderá ser parcialmente aberto, ou seja, com breves correções na técnica dos movimentos.
De acordo com Paes (2004), a faixa etária entre 7 e 10 anos corresponde à fase de iniciação esportiva I – já deve se introduzir os jogos coletivos, desde que as atividades tenham caráter lúdico, participativo e alegre, oportunizando o ensino das técnicas desportivas através de jogos e brincadeiras. Entretanto, devem se evitar as competições antes dos 12 anos.
Conclusão
Com base nos autores acima, a iniciação ao futebol de ser entendida pelos profissionais esportivos como um processo que se iniciam logo que a criança tem suas primeiras experiências com os jogos, ou seja, a partir do sete anos, e termina aos quatorze anos, idade propícia para a especialização em determinada modalidade.
Apesar de o presente estudo ter como objetivo precisar a idade ideal para a iniciação ao futebol, também temos que ter cuidado com as atividades propostas, pois, cada fase tem suas características. Por isso necessitamos compreender que começar cedo no futebol não é necessariamente começar precocemente.
Por isso, antes dos sete anos devemos propiciar aos educandos a prática esportiva generalizada de diferentes esportes, no sentido de que a preparação esportiva do jovem deve ser um processo permanente de longo prazo, tendo como principal objetivo o desenvolvimento global e harmonioso da criança, o respeito à individualidade biológica, o conhecimento das particularidades de cada modalidade esportiva.
Portanto, o esporte na infância deve ser tratado de maneira adequada, respeitando-se a individualidade da criança, independentemente dos interesses ou objetivos das instituições formais ou informais. O esporte deve se adaptar às condições técnica, física e psíquica da criança de forma compatível com suas necessidades e possibilidades, adequando-se à sua maturação orgânica funcional.
Nessa fase, a criança precisa aprender a conviver com o esporte, vivenciando diferentes situações, construindo idéias e valores, descobrindo sentimentos e incorporando transformações sociais, afetivas, intelectuais e motoras essenciais para a formação do caráter do indivíduo e para o seu futuro esportivo.
Os resultados deste estudo apontam para a necessidade da revisão dos diferentes programas esportivos aplicados com crianças, principalmente quando se visa o esporte de competição, no qual os professores, os técnicos, os pais e os dirigentes esportivos estão mais preocupados com seus anseios e pensando na sua satisfação em ver a criança jogar, ser titular, ser melhor que os outros, em vencer, ser campeão, do que com o próprio aprendizado.
No dia 2 de setembro de 2009, o DaBaseFC apresentou o currículo de Dado Cavalcanti, que dias antes havia sido confirmado no comando do time do Santa para a Copa PE.
Era um ex-atleta formado pelo próprio Santa, que estava acumulando a coordenação da base e os juniores corais. Mais da base impossível.
Ao lado de outros profissionais também oriundos dos juniores, como o assistente Wilton Bezerra, Dado ajudou o Santa a ganhar a Copa PE.
Pesou a pouca experiência no profissional para ser mantido para o Estadual. Ficou como assistente de Lori Sandri.
Numa das reviravoltas do futebol, Dado volta a treinar o profissional. Desta vez, com um grau de pressão e dificuldade bem maiores.
Diante do Ypiranga, mostrou a quem duvidava que tem personalidade. Ao contrário do que fazem os interinos, mexeu na escalação de antecessor.
Tornou o time ofensivo e mesmo com um frangaço do seu goleiro aos 30 segundos de jogo, passou tranquilidade à sua equipe.
Mexeu no segundo tempo com ousadia, tirando um zagueiro e colocando um meia ofensivo. Conseguiu o empate. A vitória não veio por causa do árbitro.
Embora muitos olhem com desconfiança, Dado reúne experiências de campo, literalmente falando, e conhecimento acadêmico.
Mostrou que tem domínio do grupo, controle emocional. E é o nome mais indicado para assumir o Santa no momento.
Se a crise é o melhor momento para se descobrir novas soluções, o Santa Cruz, ao menos, tem uma chance de sucesso.
Não dava mais para ficar repetindo as surradas e velhas fórmulas.
Se apostar no profissional da casa é uma necessidade e não uma opção, a história não vai querer saber.
Boa sorte a Dado, a Wilton e aos demais profissionais que tentam escrever na história do clube um recomeço vindo da base.
Ótima entrevista do espanhol Rafael Benitez, técnico do Liverpool, publicada no site Universidade do Futebol.
Entrevista: Rafael Benitez – terceira parte
Espanhol que comanda o Liverpool fala sobre planejamento de treino, sistema tático, plataformas de jogo e dá dica aos treinadores mais jovens
Equipe Universidade do Futebol
Nesta terceira parte da entrevista concedida pelo treinador espanhol Rafael Benítez, encaminhada ao público brasileiro a partir de uma parceria entre a revista Soccer Coaching International e a Universidade do Futebol, entraremos definitivamente nos aspectos de treinamento preferidos e desenvolvidos pelo comandante da tradicional agremiação inglesa.
Além de falar sobre o planejamento de seus treinos e como conduz o período prévio de uma temporada européia, o manager dos Reds indica a plataforma tática delineada em Anfield Road a partir de uma realidade local. Bem diferente da época de Valencia, no início dos anos 2000.
“O estilo típico de se jogar na Inglaterra é o 4-4-2. Às vezes, você tem que saber a tradição e tem que jogar nesse sentido. Depois de dois ou três anos, você pode indicar jogadores que entendem outro sistema, mas no começo, nós tentamos usar o sistema com o qual eles estão familiarizados”, explicou Benítez.
“Nós temos um plano no começo da temporada. Ele é um pouco parecido todo ano, mas sempre pode mudar baseado no time que você tem e nas coisas que você vê nos jogos. Nós também temos um plano na parte física. Mas, o mais importante é o plano tático, porque depois de cada jogo, você tem que mudar alguma coisa”, enumerou.
A exemplificação de Rafa se dá desta forma: caso haja a proposta de um treino de marcação por pressão e se observam problemas no time para tal execução, pensa-se em uma forma de realizar mais atividades nesse quesito.
Dentro do plano estratégico, ao lado dos 20 profissionais que o cercam na comissão técnica, o treinador busca, sempre que possível, inserir o máximo de aspectos do jogo, cobrindo por todos os lados o “ano oficial do futebol”.
“Nós fazemos pequenos jogos, mas não temos nada novo para oferecer aos técnicos”, limitou-se a dizer, com modéstia, Benítez. “Nós não podemos dizer que é a minha função, mas isso não é verdade. Todos aprendemos por muitos anos e todos nós aprendemos com diferentes pessoas”.
Benítez foi questionado sobre o estilo de comando e condução do grupo de jogadores. A publicação holandesa se pautou em dois referenciais “compatriotas”: Leo Beenhakker e Louis van Gaal.
Don Leo treinou a equipe de seu país na Copa do Mundo de 1990 e na Eurocopa de 1992. Além disso, acumulou passagens por Ajax e Feyenoord, pelo Real Madrid e pelos selecionados de Trinidad e Tobago e Polônia. O lema desse gerente de pessoas em relação aos seus comandados: “deixe-os sentir confortáveis”.
Já Van Gaal adota um tratamento mais direcionado ao jogo, sem se apegar muito ao atleta, especificamente. Ex-jogador e atual treinador do Bayern de Munique, nunca obteve grande destaque na primeira função.
Na chefia da comissão técnica, faturou a Copa da Uefa e a Liga dos Campeões com o Ajax e o bicampeonato espanhol com o Barcelona. Como Benítez se auto-critica, em um paralelo com esses dois? Basicamente um misto.
“Equilíbrio é a chave. Você tem que achar o equilíbrio correto, mas eu acredito que isso também depende da personalidade do técnico. Por exemplo, como um treinador de goleiros, a relação com os jogadores é tão importante quanto ter muito mais contato individual com eles. Além disso, você tem que pensar que, como treinador, você não pode mudar muitas coisas. O jogador também tem que ter personalidade para entender como fazer certas ações para realizar o trabalho. Como treinador, você tem que entender a personalidade para entender os jogadores, também”, definiu o espanhol.
Na Premier League, competição em que os atletas são muito fortes e há um embate físico e constante entre os mesmos, a maneira com que a comissão técnica do Liverpool lida no processo de contratação é indicando nomes que possam competir dentro dessas circunstâncias.
“No primeiro ano [2004], nós terminamos em quinto lugar no Campeonato Inglês e vencemos a Champions League, mas nós éramos muito fortes na zaga. No segundo ano, indicamos Crouch e Reina – então nós nos tornamos mais fortes fisicamente ainda para poder jogar na Premier League”, relembrou Rafa. “Se você enfrenta um time pequeno que é muito agressivo, você não pode jogar a bola para trás: tem que atuar com bolas longas e ganhar as segundas bolas. Mas isso é muito diferente se você joga com o Arsenal, por exemplo”.
Para chegar próximo ao ponto ideal, a pré-temporada tem uma relevância muito grande nas mais diversas variáveis técnicas e físicas. Benítez busca com seu staff praticar todos os aspectos do jogo. E mais: tenta explicar para os jogadores quais são as bases desse jogo pretendido.
“Nós tentamos explicar quando devem permanecer onde estão, quando devem pressionar. Quando tentamos treinar um contra-ataque, por exemplo, no qual o time tem que jogar rapidamente, definimos exercícios em que os jogadores tenham que tocar a bola com mais precisão e de modo mais acelerado. Isso é simples. Mas, atualmente, existe o problema de que os jogadores têm muitas coisas para controlar”, apontou o comandante.
Ele se refere ao desgaste emocional e temporal dentro de um calendário apertado, com muitos compromissos oficiais importantes. “Às vezes, quando você joga duas partidas na semana, você não tem tempo para praticar tudo isso. Portanto, a pré-temporada é um dos períodos mais importantes da temporada para o treinador”, completou Benítez, que realiza muitos jogos de posse de bola com o objetivo de conseguir realizar o passe: uma característica marcante de seu Liverpool.
No time que geralmente se defende bem, em um 2-4-4, cuja marcação intermediária ofensiva balanceia horizontalmente acompanhando a movimentação da bola e forma triângulos defensivos para pressionar o rival do setor que tiver a posse da bola, o nível de concentração é muito elevado. Indubitavelmente, ali há o dedo do espanhol que completa nesta temporada 22 anos de carreira como treinador.
“Você precisa ter paixão e só tem que trabalhar duro. Se tiver talento e trabalhar duro, no final, você terminará no topo. Se você não é bom o bastante, mas trabalha duro, ainda pode chegar a um bom nível. Mas se você é realmente bom e não trabalha duro ou não tem paixão, é claro que ainda há chance de se fazer isso, mas dificilmente alcançará o topo”, finalizou Benítez.
Fonte: Soccer Coaching International – www.soccercoachinginternational.com

Dado Cavalcanti
Twiteiro asíduo, o presidente do Santa, FBC, aprendeu bem a usar o microblog. Tudo sobre política, economia e Santa Cruz, ele manda ver no Twitter.
Nesta segunda pela manhã, FBC rasga justos elogios a Dado Cavalcanti, técnico campeão da Copa PE, apostando na sua importância ao lado de Lori Sandri para 2010.
Não sei se por estratégia, mas a composição Lori/Dado foi bem articulada.
Um cara extremamente rodado, tido por onde passou como decente, íntegro, e que conhece de futebol.
Ao lado, um jovem profissional, que entende do traçado e conhece como ninguém grande parte do grupo que estará no Arruda em 2010.
O ex-técnico da base coral só tem a ganhar. Em primeiro lugar, em experiência. Lori tem bagagem de sobra a repassar.
Em segundo, porque não ficará exposto às pauladas da torcida e imprensa no caso de um início turbulento.
Se fosse mantido como treinador, Dado perderia a simpatia dos torcedores num estalar de dedos quando as vitórias demorassem a aparecer.
Em caso de sucesso da parceria, Dado continua fortalecido e virtual sucessor de Lori mais na frente.
Em caso de fracasso, Lori sairia e Dado seria o candidato número 1 para assumir.
Após um ano de muita dificuldade e condições de trabalho longe das ideais, a base coral fecha temporada com boas revelações para o profissional.
Dentro de campo com Éverton Sena, Jefferson e Natan. Do lado de fora, com Dado.
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