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Aos 17 anos, Aílton viveu o sonho de qualquer boleiro. Deixou Maranguape, no subúrbio de Paulista, pegou um avião e desembarcou no Morumbi. Nem passou pelas divisões de base do São Paulo. Foi logo incorporado ao elenco profissional.
Era uma grande promessa revelada no Náutico, uma indicação com o carimbo de Muricy Ramalho, até então técnico do alvirrubro pernambucano. Para completar o cenário de sonho, era substituto imediato de nada menos do que Kaká.
O ano era 2002. No início daquela temporada, havia enchido os olhos de Muricy, que trouxe o garoto para trabalhar no profissional do Náutico. Rapidamente, o meia de impressionante domínio de bola, drible fácil e visão de jogo passava a vestir a camisa 8 do Timbu.
A combinação muita bola e pouca idade fez com que o São Paulo oferecesse aos pernambucanos um empréstimo de seis meses. Caso Aílton aprovasse, o Tricolor pagaria um R$ 1,2 milhão para ter os direitos federativos em definitivo. O que terminou acontecendo.
O sonho de Aílton, como o de muitos garotos, não se transformou em realidade. Entre os motivos alegados pelo meia por não ter agarrado a oportunidade que lhe surgia estava a falta de sequência no time.
“Só jogava quando Kaká ou Ricardinho estavam suspensos ou contundidos e isso quase não acontecia”. Uma artroscopia também atrapalhou os seus planos, que depois deu um grande giro pelo interior paulista.
Passou por Guarani, Paulista, Mogi Mirim, Botafogo. Paraná Club e Paysandu também foram destinos, antes de um breve retorno ao Náutico em 2005.
Os motivos alegado por Aílton, no entanto, pareceram pequenos quando ele foi questionado sobre que conselho daria a um garoto de 17 anos que estivesse se transferindo para um grande clube numa condição parecida com a sua: “Levar pai e mãe junto”, disse de bate-pronto.
“Esta foi minha burrice, não levar a minha família junto. Era muito novo, nunca tinha saído de casa, não tinha esta estrutura. Cheguei em São Paulo e fiquei perdido. Terminei fazendo besteira”.
Aílton desconversa quando é solicitado a falar sobre a “besteira”. “O que importa é que aprendi com as experiências que vivi e estou bem hoje. Ainda sou muito jovem e estou buscando recuperar o tempo perdido”, conta, o meia de 24 anos.
Em 2009, o meia fez um bom Campeonato Pernambucano pelo Central, motivando a sua volta aos Aflitos. Hoje é um dos titulares do técnico Geninho no Brasileirão.

Histórias de atletas profissionais que servem de alerta para os futuros jogadores.
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- túlio: ta de parabens todo o grupo de junior do vitoria do ropeiro a te o paulo mayeda parabens
- wadsa: Pessoas como o garoto Natan são de suma importancia para o futebol, pois sua história revela que o futebol não...
- Paulo Mayeda: Gostaria de esclarecer a forma colocada que quando me refiro ao Robinho quero salientar que o mesmo...
- Paulo Mayeda: Parabéns pela sua atenção ao Depto. de Base, sem dúvida o mais importante no futebol brasileiro, onde...
- Timbuzinho: conheço cassio joguei com ele nao davam o minimo valor a ele principalmente hj q ele apareceu todo mundo...


