A maioria dos comentaristas e narradores de tevê abusa do exagero na hora de analisar os jogos da Copa.
O inferno e o céu estão quase sempre bem próximos.
Considerando que estamos apenas no quarto dia de competição, a tendência parece ainda mais ilógica.
Boa parte deles deveria, pelo menos, esperar o final da primeira rodada para buscar posicionamentos mais firmes.
Um exemplo foi a goleada da Alemanha, no domingo. Já tem gente querendo dar a taça ao time de Klose.
Devagar com o andor.
O futebol apresentado pelos alemães só fluiu da maneira que fluiu porque do outro lado havia uma seleção extremamente inoperante defensivamente.
Favorita, a Alemanha era antes de pisar no gramado. Sempre será.
Tem uma força de camisa que poucas seleções têm e mostrou um time entrosado, bem técnico.
Que bom. Vamos aguardar como se comporta esta equipe diante de um adversário menos medíocre.
Se não, corre-se o risco de mais na frente ouvir uma tradicional frase de um locutor da Globo:
“A Alemanha enganou a todos nós com aquele jogo de estreia”.
Já ouvi isto em outros mundiais.
Dentre as emissoras que fazem a cobertura da Copa, os profissionais da ESPN Brasil são disparados os mais equilibrados.
A classificação da Argentina para a Copa aconteceu no sufoco, numa verdadeira batalha contra o Uruguai.
Naquele momento, imprensa e torcida olhavam o time de Maradona com desconfiança para o Mundial.
Vieram alguns bons amistosos e o grande desempenho individual de alguns dos seus jogadores, como Messi e Milito.
Era o necessário para os hermanos voltarem à natural condição de favorito.
Condição ratificada na estreia na Copa diante da Nigéria.
Maradona montou um time ofensivo, com coragem de atacar um adversário de respeito.
Messi jogou como Messi do Barcelona. O time mostrou harmonia e entrosamento.
Não fosse o péssimo desempenho de Higuain o placar teria sido mais amplo.
Tanto que o goleirão nigeriano foi um dos melhores, se o não o melhor, em campo.
Agora vamos ao lado bom. A defesa argentina, especialmente com a formação deste sábado, mostrou fragilidade.
Rodriguez, um zagueirão que jogou pelo lado direito, não ganharia a vaga de Leandro Cardoso no time do Santa.
Pela estreia, a Argentina mostrou que pode ir longe e que o favoritismo não é uma mera etiqueta dada aos ex-campeões mundiais.
Pobre Parreira! Nos seus dois últimos jogos em copas do mundo foi penalizado por um erro individual de marcação e levou um gol.
O desta sexta-feira, pelo menos, não chegou a significar a desclassificação. Mas os pontinhos no empate com o México podem fazer falta mais na frente.
O de 2006, na conhecida arrumadinha de meião de Roberto Carlos que deixou Henry livre pra marcar, valeu o adeus imediato na Alemanha.
O da estreia deste mundial terminou não fazendo justiça ao ótimo segundo tempo da África do Sul.
Bem ao estilo de Parreira. Marcação forte, bom desarme e saídas rápidas nos contra-ataques.
Num desses Tchabalala marcou um golaço – muito legal a Copa começar com um gol assim.
O empate dos mexicanos, donos do futebol “bonitinho, mas ordinário” (devido à falta de objetividade), só saiu após um cruzamento.
A zaga africana saiu para deixar três mexicanos impedidos. Só que um zagueirão de Parreira dormiu no ponto e ficou.
O zagueiro do México Rafa Marquez encheu o pé e tirou a vitória dos Bafana Bafana.
Que pena!
Agora que a bola começou a rolar pra valer na África do Sul, o assunto será exclusivamente Copa do Mundo.
Aguardem texto sobre os jogos, a cobertura da mídia, a seleção brasileira etc.
Com licença que eu vou assistir a África do Sul x México…
Cumprindo o prometido num post de dias atrás, vamos a uma comparação do Brasil com outras seleções no quesito aproveitamento dos atletas que passaram pelo respectivo sub-20.
Só para relembrar, dos 23 jogadores brasileiros que estão na África do Sul, apenas oito tiveram passagem pela seleção nos mundiais da categoria.
Luizão, no de 2007, Daniel Alves e Nilmar, no de 2003, Júlio Baptista, Kaká e Maicon, no de 2001, e Júlio César e Juan, no de 1999.
Em suma: em 11 anos, apenas oito representantes vieram da base da seleção brasileira.
Para fazer a comparação, pegamos a Espanha, que desenvolve um excelente trabalho nas divisões de base de sua seleção.
No mesmo período, 12 atletas espanhóis que disputarão a Copa da África do Sul defenderam a Fúria em mundiais sub-20.
Trata-se de 50% a mais em relação ao futebol brasileiro e praticamente metade dos convocados de Vicente Del Bosque para esta Copa.
Vamos a eles.
Assim como o Brasil, nenhum dos que disputaram o último mundial, no ano passado, foi convocado para ir à África do Sul.
A partir de 2007, no entanto, eles aparecem fácil. Neste ano, foram Piquet, Mata e Martinez.
Em 2005, mais cinco. Albiol, Xavi, Llorente, David Silva e Fabregas.
Apenas Iniesta esteve na competição de 2003.
Em 2001, a Espanha não disputou o mundial. Caso contrário, deveria ter aumentado a lista dos 12.
Em 1999, Marchena, Xavi Alonso e Casillas estiveram com a sub-20.
Mais adiante, o comparativo com seleções como Argentina e Nigéria. Até lá.
Escalação
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- nininho: logo qnd o pernambucano infantil e juvenil começa? deixarei de acompanhar o site….. muito fraco
- adriano pereia gomes: bela campanha do timbuzinho fazendo historia na nossa região,e quando começa o pernambucano?
- pedro antonio: o nautico vai pegar nesta terça feira as 1530hs o sao paulo fc. abraços
- pedro antonio: é realmente vcs da base tem todas as razoes os clubes de pernambuco nao investe nas divisoes de base...






